Capitulino era uma figura
muito ilustre na cidade. Fazia mandados para as famílias e só
andava com seu famoso paletó. Também tinha um cachimbo enorme, que parecia um
cachimbo de índio. Nas décadas de 1960 e 1970, durante muitos anos, passava de
casa em casa e fazia as três refeições diárias. Tomava café na casa de Dona
Alice, onde começava com uma sopinha. Depois, passava lá em casa e comia um
cuscuz com carne e, pela manhã, uma coalhada. Passava também na casa de Pedro
Edson, Custódia, Benício França, Antônio Wanderley e por aí afora. Mesmo assim,
conseguia passar de casa em casa, sempre contando histórias. Dizia que, na
década de 1930, quando ainda era jovem, trabalhava como transportador de
encomendas e cartas de Major Izidoro até Viçosa, atravessando a praça pública
ou mesmo percorrendo as ruas. Dessa forma, também fez história em nossa terra! Capitulino
era uma pessoa muito querida, conhecida por seu jeito carismático e por sua
presença marcante em nossa comunidade. Deixou saudades e boas lembranças em
todos aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-lo. Saudades dessa pessoa tão
humana e sempre carismática! Capitulino, como era chamado, percorria Major
Izidoro, Quebrangulo e as matas adentro, tornando-se uma figura inesquecível de
nossa história. Ele deveria ser lembrado por meio de uma estátua em nossa
cidade.
