O Major Izidoro, na foto, ao
lado esquerdo do Bispo, e meu pai, Walfrido Jerônymo da Rocha, o último, de
branco, segurando o chapéu com as duas mãos, tornou-se a maior liderança de Sertãozinho. Lutou
contra as intempéries, como a seca de 1915; defendeu a comunidade contra abusos
e introduziu inovações decisivas, como o cultivo da palma forrageira, sugerido
por Delmiro Gouveia, para salvar o gado durante os períodos de seca.
Pleiteou e conseguiu
melhorias essenciais para o povoado, como a construção de açudes, a criação de
escolas, a instalação dos serviços de correio e telégrafo, a criação da
Freguesia e, posteriormente, a elevação de Sertãozinho à condição de município.
A criação oficial do município ocorreu em 1949, anos após sua morte, passando a
receber o nome de Major Izidoro em sua homenagem.
Sacrifício e
dedicação à educação: Apesar de viver no interior sertanejo, o Major
Izidoro compreendia profundamente o valor da instrução e da cultura. Dedicou
imensos esforços e recursos financeiros para proporcionar aos seus filhos uma
formação educacional de excelência, enviando-os para estudar fora da região,
matriculando-os como alunos internos em colégios de Maceió, como o Colégio Onze
de Janeiro, e, posteriormente, custeando seus estudos superiores nas grandes
capitais. Segundo o filho caçula de Izidoro, o jornalista Antônio Souto da
Rocha, ele costumava dizer que, no início do século XX, o patriarca Izidoro,
por recomendação de seu amigo, Padre Jasson, contratou um professor de Penedo
para morar na cidade e ministrar aulas aos seus filhos, amigos e parentes. Para
tanto, Izidoro custeava o salário do professor, além de lhe proporcionar
moradia e alimentação.
Primogênito e
trajetória acadêmica: Dr. Ezechias Jerônymo da Rocha, primogênito do
Major Izidoro, foi o primeiro médico originário de Sertãozinho. Tornou-se professor
e poeta de reconhecido renome, destacando-se tanto na vida acadêmica quanto na
produção literária.
Carreira política e
amor à terra natal: Na vida pública, Ezechias da Rocha destacou-se ao
ser eleito Senador da República pelo Estado de Alagoas. Como senador,
deu continuidade ao legado de seu pai em benefício de sua terra natal, obtendo
recursos federais para a construção do Colégio Santo Antônio e contribuindo
significativamente para o desenvolvimento de Major Izidoro.
Homenagens ao pai e às suas raízes: Ezechias guardava profunda devoção à memória e aos ensinamentos de seu pai. Quando o Major faleceu, em 1936, Ezechias expressou sua dor e gratidão no comovente soneto “Na Morte de Meu Pai”. Também eternizou, em sua poesia, a nostalgia da infância e os símbolos de sua terra natal, como no soneto “Irmão Tamarindo”.
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