quarta-feira, 12 de agosto de 2026

A ULTIMA FOTOGRAFIA DE DOM PEDRO II E SUA FAMÍLIA

 

A última fotografia de Dom Pedro II com a Família Imperial no Brasil foi registrada por Otto Hees, no Palácio da Princesa Isabel, em Petrópolis, em novembro de 1889, poucos dias antes da Proclamação da República. A imagem, pertencente ao acervo do Museu Imperial de Petrópolis, reúne a Imperatriz Dona Teresa Cristina, o Príncipe Dom Antônio, a Princesa Isabel, Dom Pedro II, Dom Pedro Augusto, Dom Luís, o Conde d’Eu e Dom Pedro de Alcântara, Príncipe do Grão-Pará. A fotografia foi autografada pela Família Imperial e entregue ao comandante do vapor Alagoas em 24 de novembro de 1889. Os últimos dias do reinado de Dom Pedro II foram marcados por compromissos oficiais e familiares. Em 9 de novembro, o Imperador, acompanhado da Princesa Isabel, do Conde d’Eu e do médico Conde de Motta Maia, participou da missa de inauguração do Hospital São Sebastião, no Caju, Rio de Janeiro. Entre os dias 12 e 14 de novembro, o Comendador Carlos Monteiro de Souza, representante de Thomas Edison no Brasil, solicitou audiências para apresentar à Família Imperial o fonógrafo, então uma das mais inovadoras tecnologias de gravação sonora. 

Em 13 de novembro, Dom Pedro II presidiu um concurso para professor substituto de Inglês do Imperial Colégio Pedro II, na presença da Princesa Isabel e do Conde d’Eu. Enquanto cumpria suas atividades oficiais, a Família Imperial não parecia ter plena consciência da dimensão da conspiração que se articulava nos quartéis para derrubar o Gabinete do Visconde de Ouro Preto. Apesar das crises enfrentadas ao longo do Segundo Reinado, Dom Pedro II consolidou a estabilidade institucional do Império e contribuiu para a projeção do Brasil no cenário internacional. Sob uma monarquia constitucional e parlamentar, o país manteve relativa estabilidade política e distinguiu-se de grande parte de seus vizinhos latino-americanos pela continuidade de suas instituições e pela organização de seu sistema de governo.( Fotos de https://brasilianafotografica.bn.gov.br). 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

O PATRIARCA MAJOR IZIDORO PAI DO SENADOR EZECHIAS DA ROCHA

 


O Major Izidoro, na foto, ao lado esquerdo do Bispo, e meu pai, Walfrido Jerônymo da Rocha, o último, de branco, segurando o chapéu com as duas mãos, tornou-se a maior liderança de Sertãozinho. Lutou contra as intempéries, como a seca de 1915; defendeu a comunidade contra abusos e introduziu inovações decisivas, como o cultivo da palma forrageira, sugerido por Delmiro Gouveia, para salvar o gado durante os períodos de seca.

Pleiteou e conseguiu melhorias essenciais para o povoado, como a construção de açudes, a criação de escolas, a instalação dos serviços de correio e telégrafo, a criação da Freguesia e, posteriormente, a elevação de Sertãozinho à condição de município. A criação oficial do município ocorreu em 1949, anos após sua morte, passando a receber o nome de Major Izidoro em sua homenagem.

Sacrifício e dedicação à educação: Apesar de viver no interior sertanejo, o Major Izidoro compreendia profundamente o valor da instrução e da cultura. Dedicou imensos esforços e recursos financeiros para proporcionar aos seus filhos uma formação educacional de excelência, enviando-os para estudar fora da região, matriculando-os como alunos internos em colégios de Maceió, como o Colégio Onze de Janeiro, e, posteriormente, custeando seus estudos superiores nas grandes capitais. Segundo o filho caçula de Izidoro, o jornalista Antônio Souto da Rocha, ele costumava dizer que, no início do século XX, o patriarca Izidoro, por recomendação de seu amigo, Padre Jasson, contratou um professor de Penedo para morar na cidade e ministrar aulas aos seus filhos, amigos e parentes. Para tanto, Izidoro custeava o salário do professor, além de lhe proporcionar moradia e alimentação.

Primogênito e trajetória acadêmica: Dr. Ezechias Jerônymo da Rocha, primogênito do Major Izidoro, foi o primeiro médico originário de Sertãozinho. Tornou-se professor e poeta de reconhecido renome, destacando-se tanto na vida acadêmica quanto na produção literária.

Carreira política e amor à terra natal: Na vida pública, Ezechias da Rocha destacou-se ao ser eleito Senador da República pelo Estado de Alagoas. Como senador, deu continuidade ao legado de seu pai em benefício de sua terra natal, obtendo recursos federais para a construção do Colégio Santo Antônio e contribuindo significativamente para o desenvolvimento de Major Izidoro.

Homenagens ao pai e às suas raízes: Ezechias guardava profunda devoção à memória e aos ensinamentos de seu pai. Quando o Major faleceu, em 1936, Ezechias expressou sua dor e gratidão no comovente soneto “Na Morte de Meu Pai”. Também eternizou, em sua poesia, a nostalgia da infância e os símbolos de sua terra natal, como no soneto “Irmão Tamarindo”.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

O SENADOR EZECHIAS DA ROCHA E O PRESIDENTE DA REPÚBLICA GETÚLIO VARGAS!

 

A relação entre o presidente Getúlio Vargas e o senador Ezechias da Rocha (representando Alagoas) marcou os intensos debates políticos do início dos anos 1950, centrados na discussão sobre a exploração do petróleo e a criação da Petrobras.

HISTTÓRIA DA FAMÍLIA ROCHA DE MAJOR IZIDORO!

 

HISTTÓRIA DA FAMÍLIA ROCHA DE MAJOR IZIDORO

Além de boas terras para pastagens, Major Izidoro destaca-se pela criação de gado, principalmente das raças Nelore, Holandês e Guzerá, atividade que lhe rendeu o título de segundo maior produtor de leite do Estado. Antigo distrito de Sertãozinho, o município recebeu seu atual nome em homenagem ao Major Izidoro Jerônimo da Rocha, fundador do povoado. A colonização, no entanto, teve início quando Antônio Jerônimo da Rocha comprou uma propriedade na região e se instalou com sua família. Dos filhos, apenas Izidoro manteve os negócios do pai, conhecido como o patriarca de Sertãozinho, nome de uma de suas fazendas. Izidoro lutou insistentemente pela emancipação do distrito. Em 1920, conseguiu que o Poder Legislativo, por meio da Lei nº 946, autorizasse o Governo a elevar Sertãozinho à condição de município. O Governador, entretanto, não aceitou a medida e manteve a localidade como distrito. Somente em 1949 foi concedida a emancipação, com o desmembramento de Sertãozinho do município de Santana do Ipanema. Nessa época, Izidoro já havia falecido, mas os moradores decidiram prestar-lhe uma homenagem, dando seu nome à cidade. Além de boas terras para pastagens, Major Izidoro destaca-se pela criação de gado leiteiro, principalmente das raças mestiça, Turina, Holandesa e Guzerá, atividade que lhe rendeu o título de primeiro produtor de leite do Estado de Alagoas. Por ser um dos municípios mais conhecidos da Bacia Leiteira de Alagoas, Major Izidoro não poderia deixar de ter um povo festeiro e hospitaleiro. É nas tradicionais festividades do município que esse aspecto da cidade se manifesta claramente. As mais movimentadas e que recebem o maior número de visitantes são a Festa do Leite e as festas juninas, entre as quais merece destaque a festa do padroeiro do município, Santo Antônio, considerado o “santo casamenteiro” e muito querido pela família Rocha. Na foto de terno marron o Patriarca Major Izidoro Jerônymo da Rocha e sua esposa Umbelina Souto da Rocha. Os outros estão ssem identificação.

Dados do Município

Situação geográfica: Microrregião do Sertão, limitando-se com os municípios de Cacimbinhas, Dois Riachos, Olivença, Olho d’Água das Flores, Jacaré dos Homens, Batalha, Jaramataia e Craíbas.

Altitude: O município encontra-se a aproximadamente 200 metros acima do nível do mar.

Área: 324 km².

Clima: Quente e seco, com temperatura máxima de 38 °C e mínima de 18 °C.

População: 17.638 habitantes.

Eleitorado: 11.475 eleitores.

Economia: Agropecuária.

Educação: 5.710 vagas nas redes estadual e municipal.

Saúde: 10 postos de atendimento e 1 hospital, com 41 leitos.

Estado: Alagoas (AL).         



quinta-feira, 6 de agosto de 2026

A VIDA E MORTE DO EX-DEPUTADO ROBSON MENDES DE PALMEIRAS DOS ÍNDIOS!

 

A VIDA E MORTE DE ROBSON MENDES 

 


ROBSON TAVARES MENDES era filho do então deputado estadual HUMBERTO CORREIA MENDES e ingressou na política ainda jovem. Foi vereador pelo município de PALMEIRA DOS ÍNDIOS, sua terra natal, onde contribuiu para a emancipação política da cidade de Cacimbinhas ao opor-se ao prefeito Remi Tenório Maia. Em 1958, com a candidatura do prefeito Remi Maia ao cargo de deputado estadual, este renunciou ao mandato. Em seguida, ROBSON MENDES foi eleito pela Câmara Municipal de Palmeira dos Índios para concluir o mandato de Remi Maia, após ter sido indicado por seu cunhado, o governador MUNIZ FALCÃO. No ano de 1960, foi eleito prefeito do município de Cacimbinhas, Alagoas, deixando um legado de estabilidade política e administrativa. No entanto, teve de abdicar do cargo em decorrência das problemáticas que enfrentava, transmitindo-o ao seu vice-prefeito, José Ferreira de Albuquerque, em 1961. O Conselho Permanente de Justiça Militar decretou a prisão de ROBSON MENDES após ele ter sido acusado de ser o mandante do assassinato do comandante do 20º Batalhão de Caçadores, na cidade de Maceió, crime que teria sido praticado pelo sargento do Exército Fernando Ferreira da Costa. Em razão disso, ROBSON MENDES fugiu para Recife, de onde retornou quinze dias depois para concorrer às eleições de 1962, ocasião em que não podia ser detido. Em meio à incessante luta contra seus adversários políticos, ROBSON MENDES sofreu um atentado a tiros de fuzil em 28 de fevereiro de 1965, na estrada entre a cidade de Major Izidoro e sua fazenda, localizada nas proximidades do povoado do Teixeira. Na ocasião, ROBSON MENDES viajava em um jipe, acompanhado de um segurança, quando foi atingido no pescoço por um disparo de mosquetão. Foi socorrido para Palmeira dos Índios em uma ambulância da prefeitura, conduzida pelo soldado da Polícia Militar Pedro Tomé. Em razão da gravidade dos ferimentos, foi posteriormente transportado de avião para a cidade do Rio de Janeiro, onde, meses depois, recuperou-se e retornou normalmente às atividades da vida política, após ser submetido a uma cirurgia para implantação de uma placa de platina na região da omoplata. À época, diversos políticos estavam sendo cassados no Brasil, pois o país encontrava-se sob o regime da Ditadura Militar, instaurada em decorrência do Golpe de 1964, e com ROBSON MENDES não foi diferente. Em 1966, o presidente Castello Branco cassou o mandato político de ROBSON MENDES. Outros acontecimentos marcaram aquele mesmo ano, como a morte de Muniz Falcão e, posteriormente, a intervenção militar em Alagoas, conduzida pelo general João José Batista Tubino, que entregou o governo do Estado ao deputado Antônio Simeão de Lamenha Filho. Todos esses acontecimentos abalaram politicamente ROBSON MENDES que, acossado por processos e ameaças, recolheu-se ao seu sítio, onde atualmente se localiza o povoado Mata-Burro, no município de Estrela de Alagoas, saindo apenas acompanhado de dois pistoleiros, conhecidos pelas alcunhas de ZÉ GAGO e ZÉ CRISPIM, figuras notórias da violência política e do cangaço urbano e rural em Alagoas. Segundo jornais da época, a morte de ROBSON MENDES teria sido encomendada por ZÉ FERNANDES. Esses dois famosos pistoleiros integravam a guarda pessoal do ex-deputado e político Robson Mendes, em Palmeira dos Índios, tornando-se célebres na década de 1960. Mais tarde, os mesmos pistoleiros armariam uma emboscada contra ROBSON MENDES, executando-o com 84 tiros, em 8 de março de 1967. Posteriormente, os pistoleiros ZÉ GAGO e ZÉ CRISPIM foram presos no Estado da Bahia, após confessarem o crime. ROBERTO MENDES, irmão da vítima, acreditava que, na realidade, havia mais de quinze homens no local da chacina. O vereador JOSÉ FERNANDES também confessou ter participado da trama, juntamente com o fazendeiro ADEILDO NEPOMUCENO, da cidade de Santana do Ipanema outro inimigo de Robson Mendes, que, por sua vez, negou ser um dos autores intelectuais do crime.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

ALUNOS DE ESCOLAS PARTICULARES VISITAM A CASA GRADE DO PATRIARCA MAJOR IZIDORO.

 ALUNOS DE ESCOLAS PARTICULARES VISITAM A CASA GRADE DO PATRIARCA MAJOR IZIDORO

  

Na data de 15 de setembro de 2021, já em clima de comemoração da emancipação Política da Cidade de Major Izidoro que completa 72 anos, a casa grande a onde nasceu o fundador Major Izidoro recebeu as ilustres personalidades do futuro da nossa terra os alunos e a Professora Huedja que é Coordenadora do Colégio Positivo de Palmeiras dos Índios, bem como os alunos e a Diretora Socorro a frente da Escola Alegria de Saber localizada na cidade de Major Izidoro.Os ilustres alunos aprenderam de perto um pouco da história, arte e cultura legado do povo Izidorense deixados pelo patriarca Major Izidoro Jerônymo da Rocha. 


Os alunos visitaram todo interior da casa grande dos Rocha ao qual por ali também passaram grandes figuras ilustre da política Brasileira, como o Senador Ezechias da Rocha, Governador Arnon de Mello, Bispos da Região, deputados, o Ex-governador de Pernambuco Cid Sampaio e o atual Governador Renan Calheiros Filho, além do ex-presidente Fernando Afonso Collor de Mello ao qual chegou a dormir no casarão.

terça-feira, 27 de julho de 2021

BANDALEIROS DAS CAATINGAS DE MELCHIADES DA ROCHA

 BANDALEIROS DAS CAATINGAS DE MELCHIADES DA ROCHA







domingo, 14 de fevereiro de 2021

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

MINISTRO APOSENTADO DO SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR ANTÔNIO CARLOS SEIXAS TELLES

MINISTRO APOSENTADO DO STM - SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR ANTÔNIO CARLOS SEIXAS TELLES

Ministro aposentado do Superior Tribunal Militar Antônio Carlos Seixas Telles faleceu em junho de 2019. Natural de Recife (PE), nasceu em 14 de fevereiro de 1932 e era casado com Zilá Maria de Barros Telles, com quem teve três filhos. Conforme informações da família, o velório do Ministro Seixas Telles ocorrerá neste domingo (30), no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, em Brasília, das 15h às 18h. O corpo será cremado na segunda-feira (1), em Valparaíso de Goiás. Seixas Telles foi nomeado em 1981 para exercer o cargo de ministro do Superior Tribunal Militar, tomando posse em 12 de maio daquele ano. Ele ocupou uma vaga destinada a ministros civis. Foi eleito vice-presidente para os biênios 1985/1987, 1994/1995 e para o biênio 1995/97, sendo empossado como presidente em 13 de dezembro de 1996, para completar o biênio, em razão da aposentadoria compulsória do Ministro-Presidente Almirante-de-Esquadra Luiz Leal Ferreira. Aposentou-se em janeiro de 1998. O magistrado era bacharel em Direito pela Universidade do Estado da Guanabara ( Catete ). Ingressou no Judiciário como Escrevente Juramentado do Estado da Guanabara, em 1951. Em 1961, foi aprovado em concurso público para Promotor de Justiça de 1ª Entrância do Estado de Minas Gerais. Em 1968, foi aprovado em concurso para Juiz de Direito de 1ª Entrância da Justiça do Rio de Janeiro, sendo também aprovado no mesmo ano em concurso para Auditor de 1ª Entrância da Justiça Militar. Nomeado para exercer o referido cargo, tomou posse em 19 de dezembro de 1968, sendo designado para a Auditoria da 7ª RM, em Recife (PE). Desempenhou as funções de Vogal da 26ª Junta Apuradora da cidade do Rio de Janeiro, desde sua instalação até dezembro de 1978, e de Diretor de Coordenação das Delegacias da ADESG, de 2 de agosto de 1978 a 13 de maio de 1979. Durante sua trajetória, Seixas Telles publicou obras e artigos sobre Direito Penal Militar e Justiça Militar. Uma de suas publicações é o livro "O Delito", lançado em 1958, que aborda temas como ações humanas, estado de necessidade e legítima defesa. Além disso, contribuiu com monografias e artigos para revistas especializadas, realizando também conferências sobre Direito Penal Militar e Justiça Militar O MINISTRO ANTÔNIO CARLOS SEIXAS TELLES era sobrinho do Ex-Coronel de Exército, Ex-governador interventor do antigo Território do Amapá e procurador da República o Dr.JOÃO TELES, que foi casado com a médica Judith da Rocha Telles, filha do patriarca Major Izidoro Jerônymo da Rocha.


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

ELEIÇÃO PARA GOVERNADOR E SENADOR DE 1950


Silvestre Péricles era um governador honesto, trabalhador, contudo, arbitrário, um caudilho, às vezes violento em suas imposições políticas. No dia 3 de outubro de 1950 estavam marcadas eleições gerais. Silvestre lançou seu candidato a governador, Campos Teixeira. Naquela época não havia pesquisa, mas ele dizia ter mais de 80% dos votos. Os caciques da oposição, da UDN, com eleição garantida para deputado, não se arriscaram a candidatar-se contra Campos Teixeira. Foi quando apareceu um jovem jornalista, com ousadia e audácia topou a candidatura afirmando que ganharia a eleição para governador do Estado. Arnon de Mello entrava assim para história das Alagoas. Candidato à Constituinte de 1945, Arnon perdeu; teve 1.300 votos. Atrás de Silvestre (6.105), Rui Palmeira (3.232), Freitas Cavalcanti (2.388). Na frente de Carlos Prestes (1.093), Graciliano Ramos (62). A campanha eleitoral de 1950 foi uma das mais violentas na história das Alagoas. Como todo déspota, Silvestre não admitia crítica. Quando os jornalistas da oposição criticavam o governo com veemência, ele ficava possesso e dava o troco. Mandou dar surra no jornalista Donizete Calheiros, empastelar um jornal, tocar fogo no caminhão dos estudantes que pichavam os muros com propaganda de Arnon. A campanha foi um período de tiros, mortes, chacina na cidade de Mata Grande, várias pessoas de uma família morreram. O irmão de Silvestre, Senador Ismar de Góes Monteiro, seu inimigo político, levou três tiros numa tentativa de assassinato. O clima era de total intranquilidade. Numa noite de brisa de agosto, eu estava em minha casa lendo revistas em quadrinhos, menino de 10 anos, experto, maloqueiro da praia da Avenida da Paz, quando bateram palmas no portão. Atendi e me surpreendi com um grupo de político, em torno de uma dúzia, a maioria com paletó branco e apenas uma mulher. Perguntaram-me pelo Coronel Mário Lima, comandante do 20º Batalhão de Caçadores. De repente meu pai chegou cumprimentando os visitantes, seus amigos. 

Era a cúpula da UDN que pedia abrigo para realizar uma reunião, o único local que acharam seguro para discutirem as estratégias de campanha e denunciar o clima de intranquilidade foi minha casa. Meu pai os recebeu, deixou-os à vontade na sala. Os membros da oposição, que Silvestre chama de “udeno-comunistas”, discutiram durante toda noite. Eu, menino curioso fiquei admirando, prestando maior atenção ao debate sobre as medidas a serem tomadas. O que mais me impressionou foi a atuação determinada e cheia de opiniões da única mulher do grupo, Dona Leda, esposa de Arnon de Mello; naquela época lugar de mulher era na cozinha. Fui dormir e deixei os políticos, Rui Palmeira, Freitas Cavalcanti, Melo Mota, Carlos e Mário Gomes de Barros, Ezequias da Rocha, Oséas Cardoso, entre outros discutindo até a madrugada, com o apoio da água gelada, cafezinho, doce de mangaba, bolo, e refresco de cajá de Dona Zeca. Essas reuniões se repetiram. Meu pai, tomou essa posição em receber seus amigos políticos na nossa residência para evitar mais violências. Ele comunicou o fato ao governador e ao General Comandante da 7ª Região. Ele se responsabilizava pela acolhida aos políticos receosos de uma reprimenda. Arnon de Mello estava crescendo eleitoralmente na capital e no interior, o que levava os governistas ao desespero. A eleição se aproximava e a garantia das tropas do Exército solicitada pela oposição não chegava ao 20º BC. O General Góes Monteiro, irmão de Silvestre, eminência parda da República, candidato a Senador em Alagoas, segurou a ordem de envio de tropas para garantir a eleição no interior. Foram expedidos radiogramas para a 7ª Região Militar–Recife, informando que estavam sendo preparadas fraudes e violências durante a eleição. Eram duas horas da manhã do dia 3 de outubro, quando chegou a ordem para garantir as eleições em Alagoas. O 20º BC permanecia de prontidão com a tropa organizada para ser distribuída nos municípios. Havia um problema: não existia viatura suficiente para o deslocamento imediato dos soldados para todo Estado. O coronel Mário Lima requisitou caminhões, camionetes que passavam em frente ao quartel; embarcaram todos os soldados para o interior. O Exército garantiu a eleição. Apurados os votos, Arnon teve 56.962 votos contra 36.338 de Campos Teixeira. O general Góes Monteiro candidato a senador, pensou ser uma eleição fácil para ele, não fez campanha, perdeu para um médico, novato na política de Sertãozinho ( hoje Major Izidoro ), Ezequias da Rocha. No mês de novembro, em uma inspeção do general comandante da 7ª Região à guarnição de Maceió, o coronel Mário Lima acompanhou o general comandante em visita de praxe ao governador. Depois da rápida conversa quando retornavam pela sala, Dona Constança, mãe de Silvestre, sentada em uma cadeira de balança, provocou: “Esse Exército de merda fez meu filho perder a eleição”. Os militares fingiram não ouvir. Sorrindo desceram as escadas do Palácio dos Martírios. ( Artigo de Carlito Lima ).

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

CASA A ONDE MOROU O SENADOR EZECHIAS DA ROCHA

 


VILA OLINDA A ONDE FICA LOCALIZADA À ANTIGA RESIDÊNCIA DO SENADOR DR. EZECHIAS JERÔNYMO DA ROCHA   À  RUA  SILVÉRIO  JORGE,  274, BAIRRO  DO  JARAGUÁ - MACEIO. ( FOTO GOOGLE     MAPAS ).

domingo, 28 de julho de 2019

sábado, 25 de maio de 2019

I ENCONTRO DA FAMÍLIA ROCHA DE MAJOR IZIDORO - ALAGOAS DIA 08 DE JUNHO DE 2019, CLUBE DO BARRUADA!




ADESÃO COM BUFFET E BANDA R$40,00 e CAMISA 15. CONTATOS E ADESÃO COM SILVANA FONE:082-9902.7847 OU LINO ROCHA FONE:081-9.9955.8509.

domingo, 21 de abril de 2019

O ALAGOANO E LEGENDÁRIO FLORO GOMES NOVAES


O ALAGOANO E LEGENDÁRIO FLORO GOMES NOVAES





O lendário Floro Gomes Novaes nasceu no antigo povoado de Capim hoje cidade de Olivença, Estado de Alagoas,  É claro que seu nome ficou longe da fama do maior rei do cangaço moderno, mas os fatos que envolvem a sua sina de vingador e justiceiro também merecem um registro atento e responsável por aqueles que estudam o fenômeno do cangaço na região Nordeste. A saga do vingador justiceiro de Floro Novaes iniciou quando assassinaram o seu pai ULISSES GOMES NOVAES em 1951 no povoado de Capelinha Município de Major Izidoro -AL o marchante Ulisses Gomes Novaes, o Nordeste ganhou um dos mais célebres, discutidos homens análogos ao “cangaço”. O motivo do ingresso deste homem nesta vida violenta e perigosa, foi a perda do pai. Desencadeou o processo de vinganças e depois não teve mais jeito de parar as matanças. Floro fez uma lista dos culpados um a um eles foram mortos, até que chegou ao ultimo  nome da lista João José que estava em Capelinha Município de Major Izidoro no dia 05 de outubro de 1959, dia de domingo era dia de feira no povoado de Capelinha  e fazia anos do assassinato de seu pai. Floro encontrou João José conversando com o delegado local numa mercenária próxima com 19 anos magro  não se intimidou, se aproximou do matador de seu pai  e disse: : Prepare seu caixão, você nunca mais mata pai de um homem e em seguida executou o assassinou de seu pai. Floro foi cangaceiro moderno, motorizado, tinha domicílio certo na Fazenda Mamoeiro, criava pequeno rebanho de caprinos, algumas cabeças de gado e um dos maiores produtores de feijão do município de Águas Belas-PE. 


Na semana pré-carnavalesca, Floro acertou com Mané Miúdo em Águas Belas, uma caçada de veado no Riacho do Mel, para quarta-feira de cinzas. No dia 25 de fevereiro dia de quarta-feira o carnaval de 1971 pintava como um dos mais animados no sertão. Chovia bastante na região e o invernos de fatura, em razão de um ano anterior ter sido a uma das mais castigadas secas do nordeste nos últimos anos. Mané Miúdo avisou que iria participar juntos os irmãos Wilson e Américo, filhos de João Lins. Gente de confiança. Na manhã do dia combinado, Floro mandou selar a burra, enquanto limpava a espingarda calibre 12. Revisou os cartuchos, colocando 14 no aió (bolsa que o sertanejo usa para caçar) e dois nos canos. Calçou botinas, dirigiu-se para o curral e reclamou da demora do ajudante. Viraram à direita ao atingirem a estrada Boqueirão-Águas Belas. Logo adiante dobraram novamente no mesmo sentido, pegaram a que segue para o Riacho do Mel. No meio da caçada passar em frente do piquete, o primeiro tiro. Jurandir endereçou-o ao ouvido esquerdo de Floro. Passou de raspão na testa, perfurando a aba do chapéu no estampido, Floro gritou: - Solta a espingarda e corre, senão tu morre, fi da peste! Wilson o fez. Disparou na montaria. A burra empinou. A parada propiciou Alfredo acionar o mosquetão. O balaço entrou à altura da costela mindinha. Saiu abaixo do peito direito, queimando o músculo do braço. Floro caiu de tórax perfurado. Arrastou-se rapidamente apanhando a espingarda. Mirou as moitas e fez fogo. O esconderijo foi podado pelos caroços de chumbo da possante. No interior só os gravetos. A dupla correu caatinga à dentro pelo mesmo lado esquerdo, após o segundo disparo. Atravessou a estrada na frente, pegando o lado direito. A dor retira reflexos. Disparos quase simultâneos. 

O tiro de mosquetão atingiu o encontro da perna direita, partindo-a. O de espingarda, peito esquerdo. Cravou cinco rolimãs abaixo da clavícula, junto ao coração. Floro deu um pulo. Urrou igual fera atingida de surpresa. No cair, acionou o gatilho a copa da umburana. O exame cadavérico efetuado por médico em Águas Belas, diagnosticou a causa-mortis: hemorragia interna provocada por vários ferimentos transfixantes perto do coração. Presumindo-se que tenha expirado na tarde da quarta-feira. Chuva e frio aliados, conservaram o cadáver naquela noite. Às vinte horas da quinta-feira não exalava nenhum mau cheiro, contou João Paes. O cortejo fúnebre saiu da Fazenda Mamoeiro para Águas Belas na sexta-feira pela manhã. Feita a autópsia, seguiu para Jacaré dos Homens. O sepultamento se deu à tarde. Na quaresma os jornalistas continuaram. Exploraram o assunto até o julgamento, desaforado para Recife - Pernambuco. Nos jornais não faltou matéria. Floro decidiu seguir a vida de justiceiro em 1951 quando seu pai foi assassinado em uma emboscada na cidade de Santana do Ipanema(AL). Na brutalidade dos assassinos, o cérebro de Ulisses Novaes foi esmagado com a coronha de um rifle. Floro jurou vingança e viveu o resto de sua vida com esse propósito, às vezes na companhia de alguns comparsas, como Valderedo Ferreira, na maior parte do tempo sozinho, na aridez da caatinga dos sertões de Alagoas e Pernambuco. Foram 19 anos com suas armas cuspindo fogo e colecionando os corpos dos inimigos até ser morto também numa tocaia, em 1971. ( Texto escrito por  Valdir Oliveira e no livro Guerrreiros do Sol, de Frederico Pernambucano de Melo, São Paulo: A Girafa Editora, 2004 ).

sexta-feira, 30 de março de 2018

O MAIOR GOLEIRO DE TODOS OS TEMPOS QUE É NATURAL DE MAJOR IZIDORO.


O IZIDORENSE GOLEIRO ZÉ LUIZ
                                      


JOSÉ LUIZ, nascido na cidade de Major Izidoro na data de 13/09/1948, completa sessenta e cinco anos o ex-atleta Zé  Luiz. Iniciou sua carreira futebolística no CRB(AL), a partir daí surgia um grande goleiro para o Futebol do Nordeste. 






Além do CRB, defendeu as equipes do CSE (AL), CSA (AL), Bahia(BA), Operário (MT), América e ABC ambos de Natal. 




No auge, conquistou com o América o título de campeão de 1979, e o título de campeão com o ABC de 1983. Primeira, equipe do América de 1979. Da esquerda para direita.



Vejamos outras fotos do nosso Goleiro José Luiz de Major Izidoro:


sexta-feira, 31 de março de 2017

VIDA E OBRA DO DESEMBARGADOR JOSÉ FERNANDO DE LIMA SOUZA ( FERNANDO TOURINHO ).



O Desembargador José Fernando Lima Souza ( Fernando Tourinho ) nasceu em 03 de julho de 1937, na cidade de Major Izidoro, no Sertão Alagoano. É filho do casal Aprígio Francisco Souza e Alcina Lima Souza. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas ( UFAL ), turma de 1962 e, logo após a formatura passou a exercer uma advocacia extraordinária que durante sua vida toda era tido como um dos mais importantes criminalistas brasileiro.O nome de batismo, José Fernando Lima de Souza, era uma formalidade. Alagoas inteira sempre o conheceu, chamou e admirou como Fernando Tourinho. O apelido vem dos tempos de jogador de futebol, uma marca registrada do zagueiro viril, acabou incorporado ao sobrenome e foi herdado pelo filho Fernando Tourinho de Omena Souza, também desembargador, que, igual ao pai, orgulha o Judiciário Natural da cidade de Major Izidoro, no Sertão alagoano, Fernando Tourinho era filho de educadores. A família se mudou para Maceió quando ele era ainda, para que pudesse estudar. O início de sua trajetória profissional foi marcado pela aprovação, em primeiro e segundo lugares, respectivamente, nos concursos para promotor de Justiça realizados em 1963 e 1965, onde exerceu as funções de adjunto de promotor de Justiça da comarca de Mata Grande, no Sertão de Alagoas; foi vereador do município de Jaramataia; procurador da Prefeitura de Maceió, do Fiplan, do Ipam e da Sumov; consultor jurídico da Caixa Beneficente da Polícia Militar de Alagoas (CBPM); advogado militante, sendo eleito, por três vezes, conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Alagoas (OAB/AL), além de membro do Conselho Penitenciário do Estado e do Instituto dos Advogados de Alagoas. Por quatro vezes, Fernando Tourinho integrou listas sêxtuplas do Tribunal de Justiça de Alagoas, concorrendo com advogados de renome, para o cargo de juiz efetivo do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), reservado à classe dos juristas e de nomeação do Presidente da República. Na Corte Eleitoral, teve assento em dois biênios (1970/1972 e 1973/1975). Em 1989, o então advogado Fernando Tourinho foi nomeado desembargador do TJ/AL, na vaga reservada pela Constituição Federal à Advocacia. Na Corte estadual, exerceu sucessivamente os cargos de vice-presidentes ( biênio 1993/1994 ) e de corregedor-geral da Justiça    ( biênio 1995/1996 ), sendo nessa ocasião eleito presidente do Colégio Nacional de Corregedores de Justiça. Na área acadêmica, constam aprovações sucessivas nos concursos para auxiliar na Cadeira de Direito Processual Penal (1971) e para assistente da Cadeira de Direito Penal (1972) e da Cadeira de Direito Processual Penal (1974). Tourinho também foi professor de Direito processual Penal da Faculdade de Direito de Maceió ( Fadima ) do Cento de Estudos Superiores de Maceió ( Cesmac ). Foi presidente do Tribunal de Justiça   ( biênio 2001/2002 ), tendo, em 2002. Foi Governador do Estado de Alagoas, assumido na ocasião interinamente conforme determina a Constituição Federal, em cinco oportunidades, na chefia do Poder Executivo por um período intercalado de 44 ( Quarenta e Quatro ) dias. Em 21 de junho 2005, assumiu a Presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL), onde permaneceu até o final de seu mandato             ( abril/2007) como membro daquela Corte. Ao falecer aos 76 anos, no dia 04 de março de 1914, o desembargador José Fernando Lima Souza     ( Fernando Tourinho ), foi sepultado na cidade de Maceió e encoberto o seu caixão com varias outras bandeiras, inclusive a Bandeira do seu ofício, que durante varias décadas dedicou-se de corpo e alma a Justiça Brasileira, mas a sí próprio, deveria ter esse desejo e seus familiares fizeram questão de seu caixão, fosse encoberto com a bandeira de sua terra Natal, um privilégio de poucas cidades, neste Brasil afora”.